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domingo, 15 de novembro de 2015

Valsa do Tempo.








Sentes rubor à minha presença, erma,
São imãs que resistidos se atraem
E a mordaz lei da física assaz contraria
Mesmo fingindo indiferença pungente
Perdidos iguais na monotonia enferma
Iguais e sóis nos encontraremos, um dia.

Nossas almas, duas metades do querer,
No teatro senil da vida... Personagens
Seguem atônitas perdidas no tempo
A sina do Amor, da idolatria, do se ter,
Dois passageiros um mesmo destino
No coche lilás dos pensamentos!

Quisera eu e você, ao sonido da valsa,
Esta estranha valsa, a vida! Quimera...
D’Uma breve dança o prazer n’um momento
Enleados tais quais em nossos sonhos
Acendida a tosca esperança, oh querida!
Em reencontro nas brechas dos tempos...

Nunca morreram as juras, e sentimentos.
Mesmo frívolas em nossos corpos doentes
Ainda duram no lapso atual, fendidas...
Vindo a ser nosso bem, nosso mal desta lida,
Se vivas aflições fumegam, queimam...
No tempo é cinza latente, brasa viva.

Quantos túmulos ainda haverá de separar?
Na eternidade nossas almas sem descanso...
Quantas vezes do pó, de nos erguer havemos?
A retomar os passos, antes da partida,
Reeditar nossa história deste balé em branco
Repintando destinos no quadro negro da vida.





https://youtu.be/Ytxj3JFcQZE

4 comentários:

Milene Cristina disse...

O tempo dança em nossos caminhos, faz da vida parceira em nós. Muito bonito.

Liplatus disse...

A vida útil do cilindro para acomodar uma variedade de músicas, menores e maiores.
Um poema comovente.
A imagem mostra bem o calor.
Tenha uma boa semana e abraços!

Anônimo disse...

Poeta!
Mostra ter afinidades com as rima.
Orquestrando assim,declamações sucinta de um universo
escondido.

Parabéns!

Ps;Apenas uma observação:O brilho de suas poesias são ofuscadas pela cor da fonte no fundo preto.Ao começar ler,as combinações causa um mal esta a vista.Poderia substituir o azul claro da fonte, por uma amarelo escuro ou mostarda.

Sony Azevedo disse...

Excelente! Concordo com a cor da fonte. Luz e paz. Um feliz 2016, muito próspero e de muitas bênção. Abraços