Você
avolumou suas muralhas, Eu,
abri janelas, portas e mais. Você
se enclausurou no porão Cosendo
suas rotas mortalhas Eu
liberto da noite do coração. Você
vestindo de negro o sorriso Eu
fantasiei! Fui brincar carnavais... Você
olhando o passado me comparou Nunca
serei tão igual quem tu já amaste Você
com medo de sofrer, se amou... Guardou-se,
se escondeu, se ocultou. Continuou
em seu castelo. Eu
fui voar com dragões E
no voar ao ermo vi Você
a mirar-se ao espelho Temerosa,
do tempo passando, O
tempo que a ninguém espera Assim
você sofria a ocultar seu sentimento Toda
vez que lembrar-se de mim, A
qualquer momento... Encontraras... Matando
a sua saudade, a mesma que já me matou. A
mesma morte que libertou minha alma A
morte, a mesma que me ofertou em um brinde. No
dia em que pensei estar mais vivo A
última vez que lhe vi sorrindo. A
mesma morte que assassinou a métrica A
mesma que matou o poeta, A
mesma que estrangulou a rima.