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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Amorfa Interação dos Corpos.





     


   Fanal, relampejar unindo sombras nas paredes,
   Definindo sua silhueta nos espaços etéreos, além.
   Tu borboletas, adejando as noites e alvoreceres,
   Na imaginação distingo-a lívida entoar o réquiem.


   Um clarão que aceso no anoitecer dos neurônios
   Cursa veloz e aplaca a saudade no íntimo em luz,
   Extensa amplidão vencida na via de meus sonhos
  Tua presença ao meu imo é eleita extrema unção!
  

   Configuração perfeita teu sorriso bonito seduz!
   Na textura trigueira da tua pele tênue e suave
   Fagulha num crescente, e já no peito não cabe.


  Criam estrelas a flamejarem sós, infelizes, silentes...
   Ficam a esperar a interação da órbita dum cometa
   Que lhe surgindo ascenda à abóbada num repente.