Fanal, relampejar unindo sombras nas paredes,
Definindo sua silhueta nos espaços etéreos,
além.
Tu borboletas, adejando as noites e alvoreceres,
Na imaginação distingo-a lívida entoar o
réquiem.
Um clarão que aceso no anoitecer dos
neurônios
Cursa veloz e aplaca a saudade no íntimo em
luz,
Extensa amplidão vencida na via de meus
sonhos
Tua presença ao meu imo é eleita extrema
unção!
Configuração perfeita teu sorriso bonito
seduz!
Na textura trigueira da tua pele tênue e
suave
Fagulha num crescente, e já no peito não
cabe.
Criam estrelas a flamejarem sós, infelizes,
silentes...
Ficam a esperar a interação da órbita dum
cometa
Que lhe surgindo ascenda à abóbada num
repente.
