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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Sozinho!





Só no quarto. Quarto vazio,
Mas não tão só. Sinto-o frio,
Também silêncio e vozerios
Solidão, desamores e dores.


Quarto vazio. Não tão vazio...
Jardins de logro sem flores
Em meu coração só espinhos.


Hemorrágicos rasgam cruentos
Escoa em lacônicos momentos
Retumba em vãos pensamentos


Das vagas penumbras amiúde
Negras asas alçam, esvoaçam!
Estertores a vidraça estilhaçam...
Algo foi de mim, e não era virtude.


2 comentários:

Anna Lúcia Gadelha disse...

Amigo, sua poesia com um vocabulário rico e triste me fez lembrar Augusto dos Anjos. Versos perfeitos!! Adorei!!
Parabéns!! Beijos

Edivana B. disse...

Ainda quando estamos sozinhos, podemos contar com a maldição da infelicidade por nos fazer desejar o que supostamente já temos. É dor e é paixão. Um abraço, moço. Sensacional!