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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Soneto do Amor Acúleo.




















Na solidão, só sem Amor,
Triste sina é ser espinho
No ramo pendo sozinho
Sempre abjurado da flor.

Bem vestida, ela olorosa,
Encantando os passantes
Com seu jeitinho de rosa
Metáfora é dos amantes!

Ermo ali bem do seu lado
A usufrutuar no perfume,
Velo, assaz embebedado,

Crépido atroz enamorado!
 Puas tenazes do queixume
Espinho da flor tem ciúme.












2 comentários:

Edivana B. disse...

E quando que não somos espinhos de entrave , às vezes somos mais do que devemos, e às vezes, somos a rosa que não consegue enxergar suas pétalas no espelho! Poesia fina.

Anna Lúcia Gadelha disse...

Um soneto brilhante!! Grande reflexão nos seus primorosos versos!! Beijos