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terça-feira, 29 de julho de 2014

Eu Te Amo em Silêncio,





           Em Silêncio.
 



Você não consegue entender
Se eu fico taciturno, ausente, mudo
Quando o que mais queria é dizer...
Tudo o que brota no coração por você


Sê quem cala consente.
Eu sinto, sem consentir o sentir
E consenti-lo seria dizer o que vivo
Calando a voz do meu coração

Com certeza quem emudece,
Sofre. Porque de grande dor padece
Pelo tanto que de dentro incandesce
Sentimento em lava quando emerge 


É dor calada que não cessa e satisfaz com ais
É um espinho que se quer ter despercebido.
Mas, que por se fazer ocultar espeta, mais e mais
Um doer que não se sabe lidar e embarga a voz








Que não tem hora pra doer pelo anseio, que causa
Nem tem hora pra parar a tormentosa sanha atroz
Remédio com qual se cure ou, de pausa
Ou remede o querer, que de tanto.  É amor...

Um amor favônio, leve de início
Contudo com a força de viração abrupta
Quem pode despejar num mar de tormentas
Duas almas antes castas, frugais e justas.

 



 

Então recorro às estrofes que em versos fala
O dialogo que a paixão declama, a razão cala...
Das flores furto todo o aroma,toda a textura
A delicadeza,as cores e a força derramando aqui

Para em tão sublime poesia expor ao devir 
O que Pan Jamais conseguiu a Ninfa Eco proferir 
Senão pela música difusa pelos bosques fluir 
O Amor , somente Amor, Amor, Amor, Amor por ti...

Nesse gotejar das horas em descompasso 
Amo-te em silêncio te quero na distancia
Beijo te os lábios dadas mãos num abraço
Caminho todos os dias contigo sem estar ao seu lado.





















Um comentário:

Katia Marques disse...

"Eu te amo em silêncio", "caminho todos os dias contigo sem estar ao teu lado"... tão lindo e tão doce isso, mas ao mesmo tempo soa tão dolorida essa condição !!! Belíssimo... bjs