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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Soneto da Busca.









Na lucidez ou penumbras que me cercam
  Tua imagem é uma afronta que me testa
Que agride meus sentidos e desnorteia
 Se ao buscar tocá-la faz-se em névoas 

As mãos fecham-se vazias e manifesta
Desmanchados os devaneios aos ventos
São paraísos, fortificações de areia
 Harmonizados em frívolos sentimentos 

Quando ponderou, caminhou, sussurrou,
Sorriu! Olhou sem coisa alguma dizer,
 Transtornando para sempre a paisagem 

Construíste idolatria e vis miragens,
Nos encovados olhos busco as imagens!
 Ontem a rolar na cama abracei o vazio.















2 comentários:

Katia Marques disse...

O que dizer, né... ficou belíssimo, uma verdadeira obra prima !!! Ter a oportunidade de ler seus escritos é uma dádiva de Deus... mas pude sentir daqui o vazio descrito no último verso !!! Parabéns por tão linda composição !!! beijos

Mario Feijo disse...

MUITO bom o seu trabalho... parabéns. Mário Feijó