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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Amor! Substantiva A Saudade.






Local recôndito que a metafísica não explica,
O coração parece ser o centro de tudo, o devir!
Ais! São muitos que me cabem ao peito
Desproporção,  que a cada suspirar, multiplica
A dor que sinto e nem sei como medir
Um não sei o que, de onde, e ter por quê!

Mas, coincidência ou não, tudo que penso é você.
Alguns diriam é saudade, eu, filosofando...
Suspeito que o Amar... Verbo no infinitivo
 Poderia apenas um sujeito simples ser
Pois quando o Amor substantiva o abstrato
Somente restam os tormentos da saudade,

Germe da derivação imprópria que dilacera,
Amor... Este mal que invade, é fraude,
Maligno engano a contaminar a alma:
Pelo tato, os olhos, pelos poros, pela mente.
Quem faz de mim este ser que vaga dormente
Entre fantasia, sonho, torpor e realidade,

Quem não distingue limbo e paraíso,
Céu e inferno, mentiras, verdades.
Somente sei, queria, constituísse os ensejos,
Você a ninfa, meu remédio, minha cura,
Da minha febre delirante o alívio dos desejos
Acender da luz de lua na minha noite escura...

Abraçar com braços de verão e brisa amena
E o suave toque das plumas dos seus beijos.
Dirão é loucura! _Alguém que esta e não esta
Sê vivo dentre os vivos, num mundo ausente...
É psicose de apaixonados, neurose terrena.
Todavia! Ninguém dará diagnose ao delírio

Da sua presença antecipada pelo olor dos lírios
Ou, o sabor cereja que me ficou daquele beijo,
E o poder de um pronome indefinido causar luto,
Quando a próclise se pospondo entre os mortais
Faz-me prenhe de anseios condenando a amar-te
E para sempre... Ad aeternum, sujeito oculto.


https://youtu.be/ruP672bL8eA

Alone In The Dark" Music by Vadim Kiselev



PS.:
Caríssimo leitor e convidado ao acessar o vídeo abaixo desabilitar o som ativo no alto da página no blog, ou acesse o link para ver e ouvir.

Obrigado.




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7 comentários:

Liplatus disse...

Temperamental,
so much message.

Music is beautiful and soothing, but it is also sadness.
Happy December!

Regina Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sou o que sou disse...

Quanta beleza!
Sublime Adonis, não encontro outra palavra.
Um abraço.

Anônimo disse...

O que dizer das palavras ainda não ditas... O que cantar das notas ainda não criadas...amar, este verbo tão simples e tão arrebatador... Procuro incessantemente adjetivos , porém os mesmos, inconsoláveis, por não terem a força de retratarem tamanha grandeza dessa poesia... Tamanha verdade... Este amor que vai e volta sempre para o mesmo ninho... Das bagatelas da vida que vão ficando pelo caminho... Como se mais nada importasse ... Apenas um sopro divino acalentando e aninhando o coração sobrevivente .... Nem sei o que dizer... Uma palavra.... Perfeito !!! ... B

Anônimo disse...

Sublime...sempre intenso e verdadeiro... Poema assim há de ter ainda no mundo resposta à altura... Que venha no bico de um pombo correio... Quiçá em cartas seladas pelo mensageiro...

Anônimo disse...

Palavras puras , não se cansa a leitura e releitura .... Tudo ainda tão intenso, branco, forte, verdadeiro que nem as palavras poderiam expressar tamanha força ... Não canso de reler ...

ALÉM DAS SIGLAS POESIAS disse...

Teu blog tá mto lindo poeta, adorei passear por aqui hoje, já estava com saudades, bjsss