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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Barqueiro Arrependido.



Se minha prece em fuga, alcança o apogeu dos deuses
Desapegada do cárcere minha alma libertina _ espúria,
Certamente que expurgada seria do mal que me aflige a fronte.

_ A condenação da volta ao pó e aos grilhões do esquecimento.

E um fenômeno ocorreria àquele meio de divindade!
Os clarins aos pares ribombariam anunciando o aceite
Deste verme que rasteja o limbo, a lama úmida e difamante.

Apocatástase, heresia, marchando ex - macambúzio
Imediatamente, ostentando um halo!
Adentraria os umbrais do paraíso, esse ser torpe,

Mórbido, fantasioso, aventureiro e incorrigível amante
Apático pelo perdão e oportuna vida pura
Ausente os alaúdes, vinhos, a lira e as mulheres...

Ladeado de onipotências, santos, anjos, e bondade
Condenado a uma existência de poder e santidade.

Pois, vejo, na cega visão das coisas celestes
Que mais vale estar só num altar de potestade
Que cercado de falsas honras num altar de deslealdades


Engodado às malhas que eternamente permeiam o inferno,
O  sofrer transmuta em sensório resumo_ A bonança alva,

Tem mais vigor que a mais temível e negra tempestade.