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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Soneto Esquizofrênico.




Crise de Identidade.






Na vida pobre de mim
Que vivo assim sem saber
Quando sou eu de verdade
Ou quando o deixo de ser

Dos tantos personagens
Quando um nascendo esta
O outro começa a morrer
Cada um deles distintos

Um só corpo dividido
Em arlequim e Orfeu...
Ansiando serem autênticos

Na esquizofrenia do ser
O Eu do todo ausente
O todo ausente do Eu.

2 comentários:

Anna Lúcia Gadelha disse...

As mascaras que usamos para nos proteger nos deixam sem autenticidade. Versos reflexivos e expressivos!! Um soneto brilhante!
Bjs

Katia Marques disse...

Sabe, às vezes, no silêncio, busco entender a mim mesma !!!
Muitas vezes, determinadas situações, nos levam a criar essas máscaras !!!
Adorei teu soneto... parabéns !!!
Katie